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1






 

 

 

 *****

 SEMPRE

EM CONSTANTE

ATUALIZAÇÃO!

*****
(BRASIL)

(CAMPO GRANDE)

(MS)

*****
COPYRIGHT

BY

CLAUDIONOR

ARAÚJO

DA

SILVA

 

Poesias005

 

 

 

 

pag5

 

 

 

               

 

 

 

01- O GRILO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Good night!

 

I'm a great friend of yours!

 

 

 

O pé de cidreira?

 

 

 

Aquele do antigo poço,

 

Que está à sombra do velho pé de limão?

 

 

 

Não me interessa mais.

 

Por quê?

 

 

 

Quem passar por ali,

 

Nas manhãs de inverno,

 

Com certeza,

 

Irá ficar com o coração,

 

Dominado por uma grande tristeza.

 

 

 

A grama?

 

 

 

Aquela do pequeno pé de amora,

 

Que nunca irá florir?

 

 

 

Bem ligeiro, eu saí de lá.

 

Por quê?

 

 

 

O dono da casa,

 

Daquele quintal,

 

Por seis meses,

 

Permanecerá aprisionado,

 

Por uma terrível dor.

 

 

 

A flor-de-maio?

 

 

 

Aquela que nasceu,

 

No canto,

 

Do primeiro muro,

 

Que se encontra,

 

Na direção leste,

 

Deste lugar?

 

 

 

Aos prantos,

 

Na tarde de ontem,

 

Eu a deixei.

 

 

 

Por quê?

 

Infelizmente,

 

Eu tive que dizer a ela,

 

Que muito em breve,

 

A sombra da morte,

 

Encobrirá a sua felicidade.

 

 

 

I am here!

 

 

 

Por quê?

 

 

 

Porque a sorte,

 

Sorri pra você, todos os dias.

 

 

 

Porque eu aprendi,

 

Que a direção norte,

 

Pra mim,

 

Não vale a pena.

 

 

 

Porque você precisa de paz

 

E o meu canto,

 

É a sua alegria!

 

 

 


 

 

 

 

02- A PÁGINA DO DIÁRIO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Ela veio num redemoinho,

 

Que começou do outro lado da rodovia

 

E em meus pés, se findou.

 

 

 

A princípio,

 

Achei que fosse uma folha qualquer,

 

Rasgada de um caderno colegial.

 

 

 

Seu texto,

 

Imediatamente,

 

Chamou minha atenção.

 

 

 

Uma letra feminina,

 

Muito bonita,

 

Destacava as palavras com o verde,

 

O preto, o vermelho e o azul.

 

 

 

A foto da autora,

 

Estava impressa em marca d’água,

 

Bem no meio da lauda.

 

 

 

Nas bordas do papel,

 

As iniciais C.A.S.,

 

Se repetiam.

 

 

 

Tratava-se de uma página,

 

Que de um diário,

 

Foi arrancada.

 

 

 

Depois de um extenso conteúdo,

 

Que relatava os fatos ocorridos,

 

Naquele dia,

 

Vinha um texto,

 

Todo escrito com palavras vermelhas,

 

Que assim dizia:

 

 

 

“Hoje descobri, que jamais vou conseguir crescer,

 

Se dos meus medos, eu não me libertar. Hoje aprendi,

 

Que às vezes as mentiras, também ajudam a vencer.

 

Hoje percebi, que alguns olhares, apenas fingem,

 

Nunca terem me visto, quando na verdade,

 

Já há muito tempo, prometem a si mesmos,

 

Que um dia, muito vão rir, dos erros, que eu aqui, cometer.”

 

 

 

Então,

 

Outro vento forte soprou

 

E lá se foi,

 

Rumo ao sul,

 

A PÁGINA DO DIÁRIO!

 

 

 


 

 

 

 

 

03- A BORBOLETA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Hello!

How are you?

 

I am your loving remembrance!

 

Quanta alegria, eu senti,

Naquele dia em que recebi,

Os jasmins que tu me ofertaste!

 

Amei tanto aquelas flores,

Que hoje,

O colorido delas,

Eu trago comigo!

 

A mim,

Foi dada a chance,

De mais uma vez,

Brilhar!

 

Alguém, assim,

Me disse:

 

- Seu coração?

Sim! Esse sim sofreu!

Teve o privilégio de ser tão bom,

Mas foi obrigado a suportar muitas dores!

Agora você será liberdade e mais uma vez,

Beleza!

Agora a sua vida,

Pertencerá à tatuagem,

Que trazes consigo!

 

Você se lembra daquele beijo?

O beijo que tu me deste,

Naquela primavera,

De um fim de tarde, como este?

 

Aquela foto, eu bem sei:

Contigo, está bem guardada!

 

Pois é!

 

Agora eu beijo a sua face

E vou embora!

Não! Não quero ser a sua loucura.

Enxugue as lágrimas e saia por aí sorrindo,

Assim como eu!

 

Não me procure,

Porque com certeza,

Me encontrar novamente,

Não faz parte do seu destino.

 

Em breve,

Tu irás,

Voar assim,

Livre,

Como eu!

 

 

 


 

 

 

 

 

04- O CISNE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Amor! Amor! Amor!

 

 

 

Descobri,

 

Que um pouco do calor,

 

Que trago embaixo dessas minhas asas,

 

Aquece o seu coração.

 

 

 

Ultimamente,

 

Venho dedicando minha graça,

 

Exclusivamente ao seu olhar.

 

 

 

Somos assim:

 

Sonhos em comum!

 

 

 

O meu paraíso?

 

Um lugar aconchegante,

 

Onde reina o amor eterno!

 

 

 

Vem!

 

 

 

Dance comigo,

 

Agora!

 

 

 

Vou te ensinar os passos,

 

Da indescritível elegância!

 

 

 

E de repente,

 

Seu medo,

 

Será algo insignificante,

 

Pra você!

 

 

 

Comigo aprenderás,

 

De uma vez por todas,

 

A sempre dar as mãos!

 

 

 

Vem!

 

Na nossa canção,

 

Um assovio afinado,

 

É fundamental!

 

 

 

Amor! Amor! Amor!

 

 

 

Você não é uma mentira!

 

Eu?

 

Um certo alguém, que te emociona!

 

 

 


 

 

 

 

05- O LEÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Não.

 

Definhar agora?

 

Pra quê?

 

Agora não.

 

 

 

Imediatamente,

 

Levante essa sua cabeça.

 

 

 

Dignidade?

 

Sempre! Sempre! Sempre!

 

 

 

Dentro de você,

 

Existe um coração,

 

Igualzinho ao meu!

 

 

 

Mais uma vez,

 

Acredite na força do amor!

 

 

 

Vamos outra vez,

 

Vencer mais uma batalha,

 

Na arena da vida!

 

 

 

Nossa marca tem poder.

 

 

 

O rugido da vitória é nosso!

 

 

 


 

 

 

 

06- O GATO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Miau!

 

 

 

Que lindo esse pôr do sol!

 

 

 

Que achas dos meus olhos,

 

Agora?

 

 

 

Já notou,

 

Que o tempo passa

 

E eles estão,

 

Cada vez mais,

 

Belos?

 

 

 

Miau!

 

 

 

Adoro...

 

Miau! Miau! Miau!

 

 

 

Ter sorrisos sinceros,

 

Perto de mim!

 

 

 

Já aguou as minhas rosas,

 

Hoje?

 

 

 

Por aqui,

 

É muito importante,

 

Para mim,

 

Caminhos com aroma de capricho!

 

 

 

Miau!

 

 

 

Lá vêm aquelas pessoas,

 

Que guardam extrema perversidade,

 

No coração.

 

 

 

Chega.

 

Tchau!

 

Não perco o meu tempo,

 

Exercitando podres poderes.

 

 

 

Miau! Miau! Miau!

 

Hoje o brilho da lua,

 

É só meu!

 

 

 


 

 

 

 

07- A LIBÉLULA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

O tempo passou tão rápido!

 

 

 

Antigamente,

 

Eu me lembro:

 

Um mar de serenidade,

 

Regava esse seu olhar!

 

 

 

Tu?

 

Mal algum,

 

Não temias!

 

 

 

Tu não sofrias,

 

Assim,

 

Como agora!

 

 

 

As canções?

 

Elas ficavam se repetindo,

 

Em sua mente e tu?

 

 

 

Tu cantavas!

 

 

 

Hoje,

 

As lágrimas banham esses seus olhos.

 

De ti,

 

Os espinhos não querem se afastar.

 

 

 

Ao contrário de mim,

 

Que saí da escuridão

 

E vivo livre,

 

Na luz,

 

 

 

És tu,

 

Agora,

 

Um prisioneiro da escuridão.

 

 

 

A sua luz?

 

 

 

Ela vem da paz!

 

 

 

Mas pra você ter paz,

 

É preciso perdoar!

 

 

 

Um coração sem paz,

 

Pode estar contaminado,

 

Por uma terrível doença:

 

O ódio!

 

 

 

Muito rapidamente,

 

Agora,

 

Perdoar,

 

É o que mais lhe interessa!

 

 

 


 

 

 

 

08- O CRIADOR DE BONECOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Ah!

 

Por favor,

 

Entre!

 

 

 

Pra você,

 

Eu posso mostrar a minha coleção,

 

Porque que sei,

 

Que a sua alma,

 

Abstêm invejas e ambições.

 

 

 

É muito importante,

 

Você não fixar o olhar,

 

Em qualquer um,

 

Desses.

 

 

 

Às vezes,

 

Um ou outro,

 

Possui uma carga,

 

Muito grande,

 

Da pura energia positiva.

 

Mas, geralmente,

 

Eu atribuo algumas qualidades negativas,

 

No caráter desses futuros seres humanos.

 

 

 

Olhe, sem querer olhar!

 

 

 

Quando um boneco,

 

Tem ao seu redor,

 

Uma mesclagem de falsidade,

 

Maldade e muita inveja,

 

Podes acreditar,

 

Vem aí, mais uma alma comum,

 

Entre tantas.

 

 

 

Bonecas inteligentes,

 

Muito cedo,

 

Também estão se depravando,

 

Por isso,

 

Não se empolgue com a beleza delas.

 

Essas com roupas de santa,

 

São as mais perigosas.

 

 

 

Este?

 

É um presente pra você!

 

Ele esbanja sorte e até pode fazer,

 

Você sonhar com o que virá,

 

No seu destino.

 

 

 

Guarde-o num lugar seguro.

 

Ele deve ser seu,

 

Durante toda a sua vida.

 

 

 

Vamos?

 

 

 

Vou te mostrar,

 

Um dos meus bonecos,

 

Em carne e osso.

 

 

 


 

 

 

 

09- A ANDORINHA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Pare!

 

 

 

Vamos pensar juntos!

 

 

 

Por mais que você finja não acreditar...

 

 

 

Certas coisas,

 

Já sabemos!

 

 

 

Já sabemos,

 

Que tu serás obrigado a suportar,

 

Todas as pessoas que desejam te macetar.

 

 

 

Já sabemos,

 

Que ventos de guerra,

 

Serão constantes.

 

 

 

Já sabemos,

 

Que tu és incomparável,

 

Mas não vão faltar,

 

Tempestades de humilhação.

 

 

 

Já sabemos,

 

Que certos risos irão cortar,

 

Como navalhas.

 

Certas dicções,

 

Virão com o propósito de ferir.

 

 

 

Eu, em seu peito,

 

Já estou tatuada,

 

Porque você ganhou experiência,

 

Com o sofrimento.

 

 

 

Não!

 

Não me afaste,

 

Do seu coração.

 

Você é lealdade,

 

A um amor verdadeiro.

 

 

 

Eu sou primavera,

 

 

 

Luz

 

 

 

E

 

 

 

Sorte.

 

 

 

SO LONG!

 

 

 


 

 

 

 

10- A CIGARRA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Os lençóis nos varais?

Deixa a chuva molhar.

Daqui a pouco,

O sol virá e com certeza,

Tudo se secará.

 

Folhas?

Depois que elas caem,

Sempre são levadas por ventos,

Que por várias vezes,

Conseguem amontoá-las

Num canto qualquer e por isso,

Varrer, pra quê?

 

Louças sujas?

Talvez amanhã,

Elas serão lavadas.

 

Calçados?

Agora eu nem quero pensar,

Em limpá-los.

 

Só quero cantar!

 

Uma canção qualquer,

Pra você,

Eu canto!

 

Gosto de pop,

De rock,

Do sertanejo romântico

E de música suave!

 

Então, eu canto assim:

 

“Seu Jeca Tatu precisa trabalhar, pra poder ganhar tutu.”

“Dona Cigarra fica triste, quando para de cantar.”

 

“Dona Cigarra ganha tutu, porque sabe cantar.”

“Seu Jeca Tatu tem que trabalhar, porque não sabe cantar.”

 

Dona Cigarra, em casa, nada faz!

As formigas sempre me ajudam!

 

Sou sortuda!

 

Tenho centenas de formigas amigas,

Ao meu dispor!

 

 

 


 

 

 

 

11- MINHA BRISA BOA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Com a minha brisa boa, vem o seu sorriso,

 

A sua magia e a sua paz,

 

Que ilumina o meu dia de céu nublado e garoa gelada.

 

 

 

Com a minha brisa boa,

 

Vem o perfume das matas,

 

As lembranças de um tempo de alegria

 

E a vontade de sentir, outra vez,

 

O gosto dos seus lábios.

 

 

 

Minha brisa boa,

 

Afasta de mim a tristeza,

 

Abre os seus braços pra mim

 

E põe a sorte em minhas mãos.

 

 

 

Minha brisa boa me faz,

 

Estender a rede na varanda,

 

Saborear as delícias de inverno

 

E sonhar com coisas,

 

Que estarão no meu futuro.

 

 

 

Minha brisa boa,

 

Põe a viola em minhas mãos,

 

Me acompanha nas canções,

 

Chama o canto dos pássaros,

 

Faz as flores sorrirem

 

E muda o colorido do dia.

 

 

 

Minha brisa boa,

 

Esquece as lágrimas,

 

 Dá um golpe na tristeza,

 

Se importa com a harmonia,

 

Gosta da palavra amiga,

 

Do romance perfeito

 

E da pureza dos seus olhos.

 

 

 

Minha brisa boa,

 

Insiste em assanhar os seus cabelos,

 

Faz o rouxinol se alegrar,

 

O colibri se alvoroçar,

 

Os pardais se amarem

 

E as cotovias se beijarem.

 

 

 

Num toque sutil,

 

Minha brisa dá mais beleza aos lagos,

 

Faz o pescador sentir saudade do rio,

 

Deixa a morena mais bonita e o menino,

 

Mais sapeca.

 

 

 

Minha brisa boa?

 

Vem pra me fazer sorrir!

 

Antes de partir, sempre anuncia a sua volta

E nunca se esquece de acalentar a solidão.

 

 

 


 

 

 

 

12- ESSE PRAZER

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Esse prazer,

 

Precisa da solidão pra sobreviver.

 

Não se importa com o que ouve.

 

Exige o brilho da lua

 

E o frescor das águas.

 

 

 

Esse prazer é alimentado,

 

Com as cenas da realidade,

 

De alguém que compartilhou,

 

Uma louca fantasia.

 

 

 

Esse prazer teima em ser criativo.

 

Escolhe o tempo certo pra vir

 

E sempre quer se repetir.

 

 

 

Esse prazer acalma,

 

Muda os pensamentos,

 

Traz autoestima positiva

 

E sempre mexe com a imaginação.

 

 

 

Esse prazer,

 

Precisa do dia certo,

 

Da vontade que não cessa,

 

Daquilo que você tem de bom

 

E da felicidade de outrora.

 

 

 

Esse prazer tem gosto de segredo.

 

Sabe se ocultar,

 

Quando é preciso.

 

Confunde olhares.

 

Traz experiência.

 

 

 

Palavras não definem,

 

Esse prazer.

 

 

 

Por uma questão de lógica,

 

É preciso acreditar,

 

Que esse prazer será eterno,

 

Até o fim de uma vida.

 

 

 

Esse prazer,

 

Tem medo da palavra luxúria.

 

Receia ser loucura.

 

Maltrata um corpo abandonado

 

E teme o que o virá no amanhã.

 

 

 

Esse prazer é doença e remédio.

 

 

 


 

 

 

 

13- FOI PRECISO SER ASSIM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Foi preciso ser assim...

 

 

 

Me vesti de seda e sorri aos quatro cantos.

 

 

 

Tentei esquecer todas as dores,

 

Todas as insatisfações

 

E todo tipo de gosto amargo,

 

Porém,

 

Não consegui.

 

 

 

Tinha eu,

 

Nessas minhas mãos,

 

Toda a riqueza de uma linda

 

E rara tarde...

 

 

 

Dessas tardes,

 

Em que o vento para,

 

Quando a noite se aproxima

 

E pra todo lado,

 

Existe aquele amontoado de folhas secas.

 

 

 

Tardes ensolaradas,

 

De um céu que tem nuvens,

 

Com imagens românticas...

 

 

 

Tardes de perfumes inesquecíveis.

 

Tardes sentimentais.

 

 

 

Tinha eu,

 

O que não podia me pertencer.

 

Tinha eu,

 

Uma ilusão.

 

Tinha eu,

 

Um sonho.

 

 

 

Então,

 

Me veio a decepção.

 

 

 

Agora,

 

Eu: Um ser tão incomum!

 

 

 

Foi preciso ser assim!

 

 

 

Agora, todas as feridas foram cicatrizadas.

 

De todos os males, me vacinei.

 

 

 

Existe um “M” e um “V”, nessa história.

 

“M” de missão.

 

“V” de vitória.

 

 

 


 

 

 

 

14- DE REPENTE: UM CAMINHO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

De repente:

 

Um caminho!

 

 

 

Às vezes,

 

Cheio de espinhos.

 

Tantas vezes,

 

Ligeiro.

 

Muitas vezes,

 

Fascinante.

 

 

 

É só um caminho.

 

Um simples caminho.

 

 

 

Um caminho,

 

Que de repente,

 

A mente traçou.

 

 

 

Caminho escolhido por alguém,

 

Por você ou por uma perdiz.

 

 

 

Não importa.

 

 

 

Por esse caminho,

 

Quase sempre,

 

Brilha a felicidade,

 

A sorte sorri

 

E uma doce energia,

 

Te satisfaz.

 

 

 

Não!

 

Não me afaste desse caminho.

 

 

 

Esse caminho é meu vício,

 

Minha alegria,

 

Meu tudo!

 

 

 

De repente:

 

Um caminho!

 

 

 

Desse caminho,

 

Eu sei de todos os detalhes,

 

De todas as consequências,

 

Do que pode ser cruel

 

E o que virá no futuro!

 

 

 


 

 

 

 

15- FELIZ PÁSCOA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Pra você?

 

 

 

O meu melhor sorriso,

 

Num sabor inusitado,

 

De chocolate.

 

 

 

Flor de cerejeira!

 

Bolo de morango!

 

 

 

Aroma de framboesa!

 

 

 

Pra você?

 

 

 

Outras rosas vermelhas,

 

Um pouco mais de carinho

 

E um segredo escondido,

 

Noutra cesta de páscoa!

 

 

 

Pra você?

 

 

 

Toda a beleza da ternura,

 

Num brilho de E.V.A.!

 

 

 

O amor renascendo, a cada dia!

 

 

 

Um prato,

 

Todo colorido,

 

Com a essência da vida!

 

 

 

A festa da paz!

 

 

 

Pra você?

 

 

 

Outro pão de mel!

 

Mais um coelho enfeitado!

 

 

 

Pra você?

 

FELIZ PÁSCOA!

 

 

 


 

 

 

16- AS SUAS ASAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

As suas asas?

 

Dependem do meu modo de agir,

Do meu olhar,

Da minha sorte,

Da minha atenção,

Do que eu falo e penso!

 

Pra que elas cresçam,

Você precisa, urgentemente,

Estar no meu caminho,

Emitir seus sons,

Exibir seu perfil

E atirar mais uma flecha!

 

Muitas vezes,

Muito alto,

Tu voas,

Porque a plateia que te aplaude,

É comum, ingênua e tola!

 

As suas asas?

 

Podem, num exato momento,

Se acabar,

Ou ganhar mais força!

 

Podem te levar pro abismo,

Ou fazer você arranhar o céu!

 

Pra voar com majestade,

Nesse espaço,

Onde os poetas acatam,

A rara essência,

Que é de inestimável valor,

Você não pode esconder verdades!

 

Muitas vezes,

Tu não sabes,

Que a intensidade do seu brilho,

Te denuncia!

 

Outras vezes,

Quiseste tu,

Tão alto voar,

Mas algo te fez rastejar!

 

 

 


 

 

 

 

 

17- TANTAS ESQUINAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Um dia desses,

 

Não me engano,

 

Tenho certeza absoluta,

 

Que a semente do amor,

 

Alguém plantou,

 

Numa dessas esquinas,

 

Onde o vento faz a curva

 

E à noite,

 

Alguns gatos sempre se deliciam,

 

Na penumbra.

 

 

 

Sem que eu esperasse,

 

Na esquina do saber,

 

Encontrei a solução,

 

Pra um difícil problema.

 

 

 

A paz,

 

Ainda se vê,

 

Nas esquinas protegidas pelas sombras,

 

Das sibipirunas,

 

De algumas figueiras,

 

Ou de outras mangueiras.

 

 

 

Muitas vezes,

 

Nas esquinas do meu eu,

 

Me perdi,

 

Mas me encontrei,

 

Numa doce esquina,

 

Com um fascinante olhar.

 

 

 

Esquinas de redemoinhos,

 

Provenientes de ventos,

 

Que surgem do norte

 

E vão para o sul,

 

Deixando sempre o rastro da bagunça

 

E cheiro de poeira,

 

São aquelas esquinas,

 

Onde o artista pintou,

 

O mestre ensinou,

 

A poesia foi cantada

 

E a garota se apaixonou.

 

 

 

Esquinas que prenderam pipas.

 

Esquinas de bêbados, das prostitutas e de muitos animais.

 

 

A esquina que eu prefiro,

 

Com certeza encontrarás,

 

Na Avenida SOLIDÃO,

 

Do bairro SAUDADE.

 

 

 


 

 

 

 

 

18- ESSAS FLORES

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Essas flores vivem por aí,

 

Espalhando os seus perfumes,

 

Distribuindo sorrisos,

 

Apaixonando corações

 

E até mesmo,

 

Enlouquecendo mentes!

 

 

 

Ah!

 

Essas flores...

 

 

 

Algumas vezes, choram,

 

Porque querem abraços!

 

Outras vezes, murmuram,

 

Pedindo o seu beijo!

 

 

 

Adoram aplausos!

 

Querem atenção!

 

 

 

Muitas vezes,

 

Nascem em jardins mal cuidados

 

E muito cedo,

 

Seguem caminhos,

 

Cheios de constrangimento

 

E dor!

 

 

 

Que bom seria,

 

Se essas flores sempre nascessem,

 

Com a sensatez dos sábios,

 

Porque talvez,

 

Muitas de suas lágrimas,

 

Seriam economizadas!

 

 

 

Essas flores precisam,

 

Urgentemente,

 

Abrir os olhos e mostrar pros espelhos,

 

Uma nova imagem!

 

 

 

Essas flores compõem,

 

Tristes histórias!

 

 

 

Flores que gemem,

 

Nas garras de outro predador!

 

 

 

 

 

Flores tão vadias!

 

Flores que envergonham!

 

 

 

Essas flores?

 

Precisam aprender a lição,

 

Que faz toda a diferença!

 

 

 

Flor de primor?

 

Ainda pode existir,

 

Mas para muitos,

 

É sem valor!

 

 

 

Essas flores...

 

 

 

Cheias de truques!

 

Cheias de charme!

 

 

 


 

 

 

 

 

19- AGORA EM MIM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Agora em mim:

 

Um frio que se apossa

 

E de repente,

 

Desaparece!

 

 

 

Um calor que destrói!

 

Um sentimento,

 

Que nada de bom, constrói!

 

 

 

Agora em mim:

 

A vontade de encontrar,

 

No labirinto dos seus pensamentos,

 

A serenidade, a bondade, a ternura

 

E a sinceridade.

 

 

 

Agora em mim:

 

Um motivo pra seguir outros rumos,

 

Sem perder as coisas boas,

 

Que ainda tenho.

 

 

 

Agora em mim:

 

Um querer impossível,

 

Uma alegria passageira

 

E outra vez,

 

Uma antiga tristeza.

 

 

 

Agora em mim:

 

A força da intuição,

 

Outro desespero

 

E mais uma vez,

 

A sorte!

 

 

 

Agora em mim:

 

As coisas que eu disse,

 

Sem querer dizer!

 

 

 

Agora em mim:

 

Uma lembrança boa,

 

De alguém, que tão mau,

 

Pra mim,

 

Sempre será!

 

 

 

Agora em mim:

 

A vontade de errar,

 

Pra mais uma vez, aprender!

 

 

 


 

 

 

 

20- DE REPENTE:

TANTAS COISAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Quero,

 

Sem querer.

 

 

 

Ando,

 

Por andar.

 

 

 

De repente:

 

Gosto!

 

 

 

Minto,

 

Por não ter assunto.

 

 

 

De repente:

 

Um passado.

 

 

 

Outra vez:

 

Uma farsa.

 

 

 

A lembrança:

 

Um tédio.

 

 

 

Sacrifício:

 

Um sorriso.

 

 

 

Uma dor:

 

Seu olhar.

 

 

 

Paraíso:

 

Solidão.

 

 

 

Algo bom:

 

Aquilo que me acalma.

 

 

 

Sinceridade:

 

Meu fascínio.

 

 

 

A pedra do caminho:

 

Um nome.

 

 

 

Uma canção:

 

Saudade.

 

 

 

Momentos Inesquecíveis:

 

Alguns.

 

 

 

De repente:

Tantas coisas!

 

 

 


 

 

 

 

 

21- A POETISA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Por eu ter um coração,

 

Que vive amarrado a certos males,

 

Aos quais, com toda certeza, enquanto eu viver,

 

Jamais se libertará,

 

Escrevo pra ti!

 

 

 

Trago em mim a essência, da lágrima de uma rosa,

 

Que abandonada,

 

Sofre calada, em meio aos constantes vendavais!

 

 

 

Olho em seus olhos

 

E tento entender,

 

As causas das suas aflições,

 

Ou os motivos das suas alegrias!

 

 

 

Quando, de repente,

 

As minhas palavras,

 

Pra você, nada dizem,

 

Entenda, que nesse momento,

 

A sua consciência deve buscar algo,

 

Que te dê um profundo discernimento,

 

Das coisas!

 

 

 

Gosto das brisas.

 

Principalmente aquelas que trazem,

 

O perfume do jasmim,

 

Enquanto a tarde cai

 

E eu recebo a visita inesperada,

 

De outro colibri.

 

 

 

Tenho medo das noites.

 

Porque elas sempre aceleram,

 

Esse meu coração,

 

Cravejado por muitos espinhos,

 

Que teimam em causar dores.

 

 

 

Eu te escrevo um romance,

 

Quase perfeito.

 

Algumas vezes, peço amor!

 

Outras vezes, quero paz!

 

Todas as vezes, sou eu,

 

UMA POETISA!

 

 

 

 


 

 

 

 

22- A ÚLTIMA LÁGRIMA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Quando a última lágrima cair,

 

Talvez eu me esqueça,

 

De algumas das suas maldades,

 

De outros pecados seus,

 

Ou daqueles sorrisos,

 

Que foram como pontas de facas,

 

Ferindo esse meu olhar.

 

 

 

Espero a última lágrima cair,

 

Na esperança,

 

De que depois de toda essa angústia,

 

Nasça em mim um saber eficaz,

 

Uma força positiva,

 

Ou algo que me faça,

 

De uma vez por todas,

 

Entender que na vida,

 

Sofrimentos vêm e de repente,

 

Vão!

 

 

 

Já não vai demorar muito,

 

Pra última lágrima cair.

 

Como um dia que só tem a claridade sol,

 

Nas últimas horas da tarde,

 

Assim é essa minha alma,

 

Que só terá alegria,

 

Um pouco antes, do sol se pôr.

 

 

 

Não deixo que algo aconteça,

 

De um modo tão súbito,

 

Me instigando a interromper,

 

A queda espontânea da última lágrima.

 

 

 

A última lágrima só virá,

 

Quando o coração parar de chorar

 

E dizer:

 

- Basta! Chegou a hora de mostrar aquela alegria,

 

Dos tempos em que o sofrimento,

 

Não doía tanto,

 

Como dói agora.

 

 

 

Então, percebe-se que os olhos,

 

Já estão quase completamente secos

 

E a última lágrima, finalmente cai.

 

 

 

 


 

 

 

 

 

23- POR UMA ILUSÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Por uma ilusão,

Me vesti de linho

E deixei que o brilho,

De um verde campestre,

Fosse idolatrado!

 

Por uma ilusão,

Aceitei ser ridículo,

Misturei pecado com criancice,

Deixei de lado a vergonha

E me expus ao fracasso!

 

Por uma ilusão,

Joguei o jogo da morte,

Aprendi a ser nada

E caí como um anjo,

Nos braços de um demônio!

 

Por uma ilusão,

Esqueci afazeres,

Não dei ouvidos à prudência,

Fui alvo do azar

E não me importei com a sorte!

 

Por uma ilusão,

Menti,

Que as dores não me sufocavam,

Fingi ser artista,

Sorri sem querer

E acreditei num amor absurdo!

 

Por uma ilusão,

Andei por caminhos perigosos,

Aceitei a maldade alheia

E me embriaguei de ódio!

 

Por uma ilusão,

Me esqueci de viver,

Mas finalmente aprendi,

Que quando um coração,

Não nasceu pra ser verdadeiro,

Tudo nele é ilusão!

 

 

 


 

 

 

 

 

24- ERROS, PASSOS E DESEJOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Pode ser um sorriso,

Noutra festa,

Em um baile,

Mas eu penso nos erros,

Nos passos e nos desejos!

 

Um estranho qualquer,

Num brilho de emoção,

Na mesma mesa de bar

E eu penso nos erros,

Nos passos e nos desejos!

 

Outra vez uma voz,

Que proseia e sussurra,

Ou se acerta e condiz.

Sei que existem os erros,

Os passos e os desejos!

 

Aonde escondo os meus olhos?

Aonde vou me esconder?

Quais são as minhas culpas?

Quais foram os meus pecados?

Onde errei, outra vez?

Quem mediu os meus passos?

Quem, para mim,

Desejos, ocultou?

 

Vem em minha direção,

Mais um erro,

Outro passo ou aquele antigo desejo!

 

Deixa assim,

Como está!

O erro foi acertado,

Porque antes,

Foram usados os passos corretos,

Pra chegarmos ao final desejado!

 

Entre tantos elogios,

Alguém nem se importou,

Com os erros, os passos e os desejos!

 

Um erro e lá se vai uma vida!

Um passo em falso e alguém se perdeu na vida!

Um desejo e a amargura, pelo resto da vida!

 

 

 


 

 

 

 

 

25- A FORÇA DO SILÊNCIO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Depois de todas as festas,

 

De todas as aventuras,

 

De todos os delírios,

 

De todas as alegrias,

 

De todas as vontades

 

E de alguns desafios,

 

Planto em meus olhos,

 

A força do silêncio.

 

 

 

Vejo numa escuridão,

 

Um motivo que me faz sorrir.

 

Olho pro meu passado

 

E me sinto bem,

 

Sabendo que a solidão,

 

Sempre vou abraçar.

 

 

 

Depois de entender o porquê,

 

De certas maldades,

 

Me vejo obrigado a compreender,

 

Que foi melhor fechar os olhos,

 

Pra tantas cores,

 

Pra muitos pecados

 

E alguns doces momentos.

 

 

 

Se os meus olhos,

 

De repente,

 

Resolvem se calar,

 

Entenda que é melhor nem procurá-los.

 

 

 

Aos poucos,

 

O meu silêncio vai mudando decisões,

 

Espantando os meus medos,

 

Modificando os meus rumos

 

E me enchendo de paz.

 

 

 

Se os olhares sempre insistem,

 

Em me dizer absurdos,

 

Me esbofetear e me tirar do sério,

 

Tenho que insistir na força do silêncio.

 

 

 

No silêncio dos olhos,

 

Encontrei uma verdade!

 

 

 

 


 

 

 

 

 

26- O PERDÃO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Quando algo,

 

Muito sem querer,

 

Te deixar triste,

 

Talvez você possa perdoar!

 

 

 

Quando alguma coisa,

 

Parece insistir,

 

Propositalmente,

 

Em seu sofrimento,

 

Perdoar é algo complicado!

 

 

 

Quando a sua felicidade,

 

Depender do perdão de alguém,

 

Pode ser que você precise de coragem,

 

Pra pedir perdão!

 

 

 

A morte pode vir,

 

Muito rapidamente,

 

Por causa da falta de perdão!

 

 

 

Quantas dores,

 

Poderiam ter sido evitadas,

 

Se muito rapidamente,

 

Você tivesse ofertado o seu perdão!

 

 

 

Alguns preferem sofrer,

 

Do que perdoar!

 

 

 

Amigos, que agora se rejeitam

 

E jamais se perdoarão!

 

 

 

Um perdão pode unir inimigos,

 

Reviver uma alma,

 

Curar feridas,

 

Dar sossego e fazer a flor do amor,

 

Novamente brotar!

 

 

 

Sem perdão,

 

Você não será,

 

Realmente feliz!

 

 

 

Perdoe agora,

 

Antes que seja tarde demais!

 

 

 


 

 

 

 

 

27- QUANDO A ESCURIDÃO

SE APOSSA DE TI

 (Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Só um escuro te faz bem.

 

 

 

Seus olhos só enxergam dor.

 

A cólera te domina.

 

Sua voz se cala

 

E você é infeliz,

 

Do amanhecer,

 

Até um pouco antes,

 

Do sol se pôr.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Os amores somem.

 

Tudo é maldade.

 

Tudo é sofrimento.

 

Qualquer coisa é morte.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Existe um querer,

 

Que tudo se dane,

 

Que o mundo se exploda

 

E a vida se acabe.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Todo som não presta.

 

Tudo no mundo é sem graça.

 

Tudo você quer destruir.

 

Toda pessoa é ingrata.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Queres maltratar

 

E bem lá no fundo do seu coração,

 

Queres tu,

 

Que alguém te bajule.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Você cai no abandono.

 

Pra você,

 

Tudo insiste em te perturbar.

 

 

 

Quando a escuridão se apossa de ti,

 

Você é aquele alguém,

 

Que deixou de viver,

 

Um dia feliz!

 

 

 


 

 

 

 

 

28- FESTA JUNINA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

Do outro lado da roça,

 

Vejo a claridade,

 

Que vem de uma fogueira!

 

 

 

Entre um rojão e outro,

 

Tem alguém se engasgando,

 

Com um pé de moleque!

 

 

 

A morena sorri e a loira procura,

 

A Maria Chiquinha!

 

 

 

Mais um bêbado grita:

 

- VIVA O MEU SÃO JOÃO!

 

 

 

Alguém ganha um beijo,

 

Daquela menina,

 

Que é a mais bonita da festa!

 

 

 

Na quadrilha animada,

 

Um vento levou,

 

Outro chapéu de palha,

 

Desse moço elegante!

 

 

 

Alguém disse que o Zé,

 

Já quer outra pamonha,

 

Enquanto a Zefinha,

 

Mais uma vez,

 

Deixa cair,

 

Outro saco de pipoca!

 

 

 

Uma noiva quer casar,

 

Mas o noivo vai fugir,

 

Porque tem medo de um pai!

 

 

 

Bolo de milho pra mim

 

E pra você: Mais cuscuz!

 

 

 

O vovô quer curau!

 

A vizinha: Canjica!

 

 

 

Outra vez o João,

 

Vai tomar um quentão!

 

 

 

Esse menino travesso,

 

Pesca pra mim um brinquedo!

 

 

 

Lá vem mais um rojão

 

E o Zé Buscapé,

 

Dá a sua gargalhada!

 

 

 

Atrás da última barraca,

 

Ouço o estalo de um beijo!

 

 

 

Nessa noite estrelada,

 

Tem muito dente pintado,

 

Muito cabelo enrolado e o que não falta,

 

É alegria!

 

 

 


 

 

 

 

29- NESSAS HORAS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Nessas horas em que a poeira,

 

Teima em me trazer lembranças amargas...

 

 

 

Nessas horas em que um céu,

 

Me amordaça, me estraçalha o peito,

 

Me põe de castigo ou me veda coisas boas...

 

 

 

Nessas horas em que a ventania,

 

Não vai embora, faz pirraça,

 

Insiste no desgosto,

 

Trazendo algum grito,

 

Que me corta a alma e deixa mais quieto...

 

 

 

Nessas horas em que um sol,

 

Sempre me queima e de mim,

 

Sorri...

 

 

 

Nessas horas em que eu tento esquecer,

 

Aquelas antigas maldades,

 

Daquele alguém que não deveria mais existir...

 

 

 

Nessas horas em que todo sorriso é zombaria...

 

Nessas horas em que a palavra é sempre mal-intencionada...

 

Nessas horas em que sempre existe,

 

Um olhar que é puro fingimento...

 

 

 

Nessas horas em que a fé,

 

Parece que partiu...

 

Nessas horas em que a sorte,

 

Se despede mais cedo...

 

Nessas horas em que os cães,

 

Contam suas vitórias,

 

Ou dão risadas de alguns dos seus fracassos...

 

 

 

Nessas horas em que eu não posso fazer nada...

 

 

 

Nessas horas eu não me entendo,

 

Mas está em mim,

 

A energia que me protege!

 

 

 

Agora eu já sei,

 

Que tudo vai se repetir,

 

Porque eu preciso dessas horas,

 

Pra depois de tudo,

 

Me sentir melhor!

 

 

 


 

 

 

 

30- NOSSA VIDA

(Claudionor Araújo da Silva)

 Produzida para ser utilizada,

Durante uma importante reunião,

No CRAS POPULAR!

 

 

 

Diante de um sol que me prometeu AMOR,

 

Se eu assim soubesse,

 

Compreender a luz da sabedoria de uma rosa,

 

Percebi que o destino certo,

 

É aceitar as missões onde possamos compartilhar,

 

Sempre lado a lado,

 

Vontades, momentos e pensamentos!

 

 

 

Percebi que a palavra MULHER,

 

É sinônimo de força e coragem,

 

Mas esse brilho só tem mais intensidade,

 

Quando tem em sua companhia,

 

A destreza de um HOMEM!

 

 

 

Percebi que FAMÍLIA é dedicação,

 

Afeto, cumplicidade, perseverança

 

E muita responsabilidade!

 

 

 

Percebi que um filho é de extrema importância nessa Caminhada,

 

Onde a gente tem que sempre plantar a semente que irá,

 

Com toda certeza,

 

Fazer o mundo sempre sorrir!

 

Deixar a vida mais bela

 

E manter a poesia que flui,

 

Com a glória do carinho!

 

 

 

Uma família só tem valor,

 

Quando os cravos e as rosas são sempre bons amigos,

 

E suas sementes são plantadas num solo,

 

Em que a mão Deus,

 

Corrige, ensina e prepara pra um futuro melhor!

 

 

 

Se a mão do ódio domina um coração,

 

Que só sofre e chora,

 

A felicidade vai embora de uma casa,

 

Porque pra ser FAMÍLIA DE VERDADE,

É muito importante SABER AMAR!

 

 

 


 

 

 

 

31- AMORES QUE ME ENSINARAM DEMAIS!

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

E eu que nem sabia,

 

Que certas flores,

 

Ou quase todas elas,

 

Escondem os seus beijos,

 

Ou se guardam de alguns medos.

 

Porque às vésperas de uma loucura qualquer,

 

Algo como um vendaval,

 

É mais forte que qualquer coração!

 

Deixa algumas marcas,

 

Quase importantes,

 

Nesses olhares que tanto se perdem!

 

Que quase sempre aprendem,

 

Por motivo de força maior!

 

 

 

E eu que nem imaginava,

 

Que existe um doce,

 

Que tem um amargo sabor,

 

Mas que rega uma alma,

 

Com a lógica de uma vida!

 

Com o teor de uma história quase feliz!

 

 

 

E eu que saía por aí,

 

Em busca de uma alma,

 

Que me trouxesse a paz!

 

Que me explicasse uma realidade qualquer,

 

Pra ser a lição do meu dia-a-dia!

 

Aprendi, assim tão de repente,

 

Que esses amores ensinam demais,

 

Porque não resistem à solidão

 

E ao murmúrio de algumas poucas palavras!

 

 

 

E agora eu tenho um coração,

 

Que vai de um olhar pra outro,

 

Colhendo algumas de suas dores,

 

Se envenenando com alguns sorrisos,

 

Aprendendo com as decepções

 

E esgotando as suas forças,

 

Com um pouco de delicadeza!

 

 

 

E agora eu amo qualquer coisa,

 

Que também num de repente,

 

Resolva tragar algo bom de mim

 

E me devolver tormentos!

 

 

 

E agora eu amo!

 

Amo tanto tudo,

 

Que os braços da sorte,

 

Para mim,

 

Permanecem sempre abertos!

 

 

 

Definitivamente:

 

Os amores que me ensinaram,

 

Me ensinaram demais!

 

 

 


 

 

 

 

32- MINHA MORENA

(Claudionor Araújo da Silva)

* CRIADA PARA SER UTILIZADA,

EM APRESENTAÇÕES CULTURAIS,

NO CRAS POPULAR!

 

Ainda tenho na lembrança,

A cor de um último pôr do sol,

Daquele 14 de julho,

Em que as flores cobriam as chimbicas

E alguns soldados se despediam do dia!

 

Ainda guardo o sapato,

Que tem um pouco da poeira,

De uma Dom Aquino,

Encoberta pelo nevoeiro,

De um frio de agosto!

 

Minha relíquia é uma xícara de chá,

Que das mãos de um Baís,

Se escorregou e quase atrapalhou,

A visita que o beija-flor fazia,

Àquela doce morada!

 

Minha foto importante,

Retrata um castelo,

Que em tempos outrora,

A mágica de algumas mãos,

Deu colorido à paisagem,

Que é guardada numa casa,

Onde o brilho da arte,

Sempre tão bela,

Ainda está presente!

 

Quero outra vez viajar,

No trem da poesia,

Onde viola e violeiro são antigos parceiros,

Das canções que falam da beleza de uma fauna,

Ou do encanto de uma flora!

 

Meu museu preferido,

Guarda o carro de boi,

Que tanto ajudou um José,

A dar mais colorido a esse campo,

Que tão grande se tornou!

 

Depois que eu compro,

Um amor de um passado feliz,

Deixo nos pés do meu São Francisco,

A força da minha fé,

Ou trago de um banco de coreto,

O som que vem lá do mato!

 

Minha morena tem no olhar,

Um sol de inverno irradiante!

 

Minha morena abre os braços pras orquídeas,

De toda primavera!

 

Minha morena tem o verão que arde no coração!

Minha morena deixa no outono,

Um sabor de bela paisagem!

Uma emoção a mais na canção!

 

Minha morena é uma cidade,

Que se chama CAMPO GRANDE!

 

 

 


 

 

 

33- CAMPO GRANDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Campo de Vacarias!

 

Terra Fértil!

 

Bom Jardim do Zé!

 

Na RUA VELHA:

 

Pau a pique!

 

Telha de barro!

 

De vila de boiadeiro,

 

À trem de comércio próspero!

 

De município verde oliva,

 

À capital do povo hospitaleiro!

 

Tens derramado em teu solo,

 

O sangue da força do trabalho!

 

Harmonicamente tu cresces,

 

Sintonizando tuas raízes,

 

Enaltecendo teu povo indígena

 

E valorizando a fauna e a flora!

 

 

 


 

 

 

 

 

34- AQUI É CAMPO GRANDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Aqui tem o doce,

De uma ESMERALDA!

 

Eu posso ver as flores,

Da minha CACHOEIRA!

 

Aqui tem essa uva cor de saudade!

Aqui, um pêssego,

É pura felicidade!

Aqui, meu jamelão, é sabor que vicia!

 

Uma carroça me leva,

Pelos caminhos de um passado feliz

E pelas trilhas de um presente do amor!

 

O vento que leva o meu quarto de milha,

Traz consigo o HINO de um CAMPO GRANDE,

Cheio de novidade!

Rico em fraternidade!

 

A chuva que banha o meu OBELISCO,

Respinga na roda de um carro de boi,

Enche de água o meu copo-de-leite

E dá mais alegria ao meu povo,

Que é tão hospitaleiro!

 

Meu boneco de barro,

Tem a cor do meu sangue!

 

Meu trem já apitou,

Pra alguém que sempre diz:

“- Ali morou um Baís!”.

 

Cuiabá é lugar que tem coreto!

Boi é monumento!

Arara descansa na praça!

Índio tem memorial!

 

Minha FEIRA é CENTRAL!

Meu FRANCISCO abre os braços,

Pra todo viajante!

Pra qualquer bandoleiro!

 

Na boca da onça que o artesão pintou,

Eu deixei um poema que conta a história,

Desse meu CAMPO que é tão belo!

Tão IDOLATRADO!

 

Aqui é CAMPO GRANDE!

Minha CIDADE MORENA!

 

 

 


 

 

 

 

35- INDEPENDÊNCIA OU MORTE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

E o meu povo agora grita:

 

“- VIVA! AQUI NÓS SOMOS TÃO FELIZES!”

 

 

 

INDEPENDÊNCIA ao AMOR!

 

Um abraço na PAZ!

 

Mil sorrisos pra ALEGRIA!

 

 

 

Brasil de tantos dons!

 

 

 

País de REI...

 

 

 

Do FUTEBOL!

 

Da minha Música Popular,

 

Tão Brasileira!

 

 

 

A qualquer instante,

 

Nasce outro poeta!

 

 

 

No caminho da fama,

 

Mais uma menina,

 

Eu posso ver!

 

 

 

Pra melhorar o meu BRASIL,

 

Alguém já deixa por aí,

 

Nessas AVENIDAS, ou por essas ESCOLAS,

 

O teor da BOA IDEIA!

 

A capacidade de ser tão diferente!

 

Tão inigualável!

 

 

 

Abacaxi do cerrado!

 

Goiaba tão brasileira!

 

Maracujá que acalma os nervos,

 

De quem quer matar o meu pica-pau,

 

Ou ferir o meu bem-te-vi!

 

 

 

Planto no meu coração o VERDE da esperança,

 

De ver as mãos da sapiência,

 

Colorindo os sonhos do meu POVO,

 

Que tantas vezes sofre,

 

Porque não é valorizado!

 

 

 

O AMARELO é a cor de tantos corações,

 

Porque neles reina a brandura,

 

Que tem o preço do OURO!

 

 

 

AZUL:

 

Água que revitaliza a alma!

 

 

 

Na doçura do BRANCO de uma rosa,

 

Eu deixo guardado o meu melhor segredo,

 

Pra um futuro sempre harmonioso!

 

 

 

MORTE às guerras,

 

À falta de compreensão

 

E a qualquer tipo de violência!

 

 

 

Um PEDRO FICOU,

 

Porque sabia que aqui,

 

A BELEZA e a ALEGRIA,

 

Sempre vão contagiar!

 

 

 


 

 

 

36- AQUI

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Aqui,

Um pouco de mim,

Eu deixei!

 

Aqui,

Tantas vezes lutei,

Pra outra vez não sofrer!

Pra não ter que conter,

Por mais uma vez,

As lágrimas da desilusão!

 

Aqui,

Tudo é muito simples!

Quando os pardais começam a construir os seus ninhos,

O vento que me castiga,

Vai e vem, por várias vezes!

 

Aqui,

As fadas mostraram verdades escondidas!

Meu amor durou pouco!

Fui bem mais infeliz,

Do que feliz!

 

Aqui,

Algumas vezes, menti!

Outras vezes, apenas fingi!

Quase sempre,

Contei com a mão da sorte!

 

Aqui,

Te deixo o meu sorriso,

Assim,

Mesmo sem querer sorrir!

 

Plantei no seu coração,

A semente de um amor surreal!

Você deixou em mim,

Um brilho diferente no olhar!

 

Aqui,

Os espinhos, eu abracei!

Minha vida, abandonei!

 

Mesmo assim,

Eu estou aqui, agora,

Olhando pra você

E sentindo na boca,

Aquele mesmo gosto amargo, de antigamente!

 

Aqui,

Me vem essa saudade,

Que aperta o coração!

 

Aqui,

Algumas coisas sempre se repetem!

Um querer me amordaça!

Uma certeza quer me enlouquecer!

 

 

 

 


 

 

 

 

37- BEM-TE-VI

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Te vi bem!

 

Te vi mais feliz que o meu bem-te-vi!

 

Te vi com um sorriso verdadeiro!

 

Te vi com um brilho especial no olhar!

 

 

 

Quisera pra sempre,

 

Poder escutar o seu canto!

 

Quisera eternamente,

 

Ter o calor que vem dessas suas asas!

 

Quisera definitivamente,

 

Ser a canção que entra em sintonia com esse seu coração!

 

 

 

Te vi bem!

 

Mas de mim tu fugiste!

 

Porque já vivi muito mais tempo que tu!

 

Porque sou como os pardais!

 

 

 

Quiseras tu,

 

Que um pequeno príncipe,

 

Eu ainda fosse!

 

 

 

Quiseras tu,

 

Mais liberdade nessa sua doce vida!

 

 

 

Quiseras tu,

 

Se livrar de um medo qualquer,

 

Que tanto te aflige!

 

 

 

Bem-te-vi!

 

 

 

De repente o meu passarinho cantou!

 

 

 

Ele quis me dizer:

 

 

 

“- Presta atenção.

 

Você não merece ser tão tolo assim!”

 

 

 

“- Será que pra essa luz,

 

Existe mesmo um passado puro?”

 

 

 

Tão de repente o meu passarinho partiu!

 

 

 

Foi embora gritando...

 

Partiu dizendo que a vida é uma luta contínua,

 

Entre alguns bens e outros males!

 

Uns interpretam um bem,

 

Como sendo um grande mal!

 

Outros sempre vão te desejar o mal!

 

Poucos são aqueles que vão desejar pra ti,

 

O bem!

 

 

 

Mesmo assim, todos os dias,

 

Te desejo bem!

 

 

 

Porque a ave MAL-TE-VI,

 

Sempre deve dar lugar a um BEM-TE-VI!

 

 

 


 

 

 

 

38- OUTRA VEZ: NATAL!

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

Um olhar especial já deixou uma luz,

 

Penetrar no coração que tanto sofre!

 

 

 

Uma força me diz que a neve que cai,

 

Acalentará os corações escravizados pela força do desprezo!

 

 

 

A grinalda da paz tão intensamente já brilha,

 

Nos cabelos de quem tão cedo aprendeu,

 

A dar água a quem tem sede!

 

A repartir o pão com algum necessitado!

 

 

 

Um Noel vem trazendo de um país gelado,

 

O amor que esquenta esse coração abandonado!

 

 

 

Outra vez o sorriso da menina,

 

Traz a esperança de um futuro melhor,

 

Pra alguém que nunca se deixou levar,

Pela angústia de uma tristeza!

 

Pro menino que um dia chorou,

 

Por ter perdido o calor do colo amigo!

 

 

 

Na árvore do bem,

 

O fruto da fraternidade,

 

Tem sabor de gentileza e sucesso!

 

 

 

O trenó da alegria,

 

Vem pra enxugar as lágrimas,

 

Daquele que um dia,

Acordou sem vontade de viver!

 

 

 

Lá no céu,

 

Na estrela do Natal,

 

Ainda está escrito, que nesse mundo,

 

Somos todos iguais!

 

Fazemos parte de um mesmo destino!

 

Somos tão frágeis!

 

Tão pecadores!

 

Tão necessitados de paz!

 

 

 

Pisca outra vez,

 

A cor que renova o coração!

 

 

 

Na casa do seu melhor amigo,

 

Um novo presépio deixa no ar,

 

O perfume da simplicidade!

 

 

 

Outra vez eu te espero,

 

Nessa noite tão especial!

 

 

 

Um brinde ao amor!

 

Um abraço na vida!

 

 

 

Outra vez: Natal!

 

Sua luz em alto astral!

 

 

 


 

 

 

 

 

39- CRAVO PÚRPURA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

A tristeza se abriga nesses olhos.

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Um poema perde toda a sua beleza.

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Toda manhã é sem graça!

As tardes são escuras e as noites,

Sem vida,

Permanecem!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Um sonho de amor qualquer,

Se acaba!

Termina toda ternura!

Morre a esperança de felicidade!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Nenhum estranho consola!

Tudo é tão sem graça!

Tudo é tão vazio!

Tudo é tão mau!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Nos retraímos!

Somos tão sozinhos!

Fomos tão pessimistas!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

As lembranças são amargas!

Alguns se feriram!

Alguém fugiu!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Acreditamos, que às vezes,

As dores podem nos ajudar!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

A chuva perdeu o seu lado romântico!

O sol mudou de cor

E o tempo se acelerou!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

Eu te vejo tão distante!

Tu me vês na solidão!

 

Por causa do lado frio de um cravo púrpura,

As flores perderam o brilho!

Os sabores são amargos!

Os olhos sempre ferem!

Um querer vai embora!

Existe a palavra adeus!

 

 

 


 

 

 

 

40- NUM VOO DO PENSAMENTO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Numa noite qualquer,

 

A força do seu pensamento,

 

Me mostrou dois caminhos!

 

 

 

No caminho das flores,

 

Reinava a sabedoria consciente,

 

Que aliava a sombra da paz,

 

Ao poder da simplicidade positiva!

 

 

 

No caminho da loucura,

 

O calor da areia e a pobreza de espírito,

 

Alertavam pra um amanhã cheio de dificuldades!

 

 

 

Eu vi a paz podre dos invejosos!

 

Eu vi o sorriso sem nexo do demente!

 

 

 

Quando os olhos escondem o fracasso da alma,

 

O coração sempre pede pra se alimentar de um mal qualquer!

 

 

 

Quando o medo impede o tolo de agir,

 

Um sorriso no escuro,

 

Pode deixar num coração,

 

A semente do ódio!

 

 

 

Muito antes...

 

Bem antes...

 

 

 

De eu enxergar os caminhos,

 

A força do seu pensamento,

 

Plantou no meu coração,

 

O rumo que eu deveria tomar!

 

 

 

Já vejo que nada foi em vão!

 

 

 

Vi a mão da ganância se esconder na sombra da ambição!

 

Vi o olhar aprender a ser mais insuportável!

 

 

 

Bom dia!

 

Pra todo aquele que teve a ajuda da mão do destino.

 

 

 

Boa tarde!

 

Pra todos os que não tiveram a intenção de ferir.

 

 

 

Esperança de paz!

 

Pra quem tem no coração a semente da honestidade.

 

 

 

Boa noite!

 

Pra alguém que quase viu o dia amanhecer,

 

Por causa da inquietude de um coração sem juízo.

 

 

 


 

 

 

 

41- TUDO BEM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Tudo bem.

 

 

 

Porque a alegria verdadeira,

 

Em tantos corações,

 

Brilhou!

 

 

 

Porque uma brisa levou embora,

 

Toda a amargura de um rosto tristonho!

 

 

 

Porque uma luz emocionou!

 

Um copo de vinho deu solução a um problema!

 

Uma canção fez dançar

 

E algumas dores foram esquecidas!

 

 

 

Tudo bem.

 

 

 

O jornaleiro trouxe uma notícia,

 

Que não merecia importância!

 

Um sinal abriu as portas pra algum paraíso!

 

Uma voz acalmou!

 

O cristal refletiu um semblante de amor!

 

 

 

Nenhuma dor no escuro!

 

Alguns pratos no chão!

 

Outras tigelas na mesa

 

E doze cadeiras bailando!

 

 

 

Tudo bem.

 

 

 

Eu sou apenas um fugitivo dessas ganâncias,

 

Desses aconchegos ou de qualquer tipo de vaidade!

 

 

 

Um cigarro esquecido!

 

Meu amor em suas mãos!

 

Quatro perguntas sem respostas!

 

 

 

Tudo bem.

 

Tudo zen.

 

 

 

Escondemos o mal

 

E o diabo se irritou!

 

 

 

Alcançamos o sonho,

 

Porque a alma fez por merecer!

 

 

 

Tudo bem.

 

Bem assim:

 

UM ALGUÉM SEM NINGUÉM!

 

UM TALVEZ ESQUECIDO!

 

UMA NOITE BEM-VINDA!

 

UMA FORÇA SECRETA!

 

DOIS TALHERES SE AMANDO!

 

TANTAS COISAS BANAIS!

 

 

 


 

 

 

 

 

42- A TARDE

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Põe lágrima na poesia!

 

Deixa escapar um sorriso!

 

Anuncia outra primavera!

 

Muda a paisagem da gaivota!

 

Atrai a solidão!

 

Afugenta um problema!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Faz um pensamento vagar,

 

Pra algum lugar distante,

 

Onde o amor foi mais forte,

 

A canção iludiu,

 

Ou um anjo se perdeu!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Dá beleza à lágrima que despencou,

 

Da folha da orquídea!

 

Agita um pardal!

 

Dá um beijo num coração cansado!

 

Procura a paixão nos lábios!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Dá brilho à fotografia,

 

De um colorido de arco-íris!

 

Gosta da dança do colibri,

 

Que se apaixonou por uma rosa!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Nunca é tarde demais,

 

Pra sentir no coração,

 

Outra vez aquela sensação,

 

Que tanto bem já fez!

 

Que nunca tarda a voltar,

 

No coração daquele sonhador,

 

Que espera num fim de tarde,

 

Aquele beijo tão doce!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Deixa o cão melancólico!

 

Um menino feliz!

 

Uma coisa na ideia!

 

Uma cor na cabeça!

 

Dois copos solitários!

 

 

 

 

 

Anjo da paz!

 

Anjo da tarde!

 

 

 

A tarde é assim...

 

 

 

Nunca é tarde,

Pra se surpreender com as belezas da tarde!

 

 

 


 

 

 

 

43- BRILHA LUZ

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Brilha Luz!

 

 

 

Brilha o seu sorriso!

 

Brilha o meu olhar!

 

Brilham as coisas que temos em comum!

 

 

 

Brilha a canção!

 

 

 

Sol de verão!

 

Sol da paixão!

 

Céu de amor!

 

Coração sem dor!

 

 

 

Porque é bom bailar na ventania!

 

Porque é bom dançar na chuva!

 

Porque é bom amar as flores!

 

Porque é bom sentir amor!

 

 

 

Um azul tem sabor de aventura!

 

No anil encontrei minha paz!

 

 

 

Em tantos lábios:

 

O fogo da paixão!

 

 

 

Em tantos gestos:

 

A vontade de se entregar!

 

 

 

Brilha luz!

 

 

 

Luz da lua!

 

Espuma de cerveja!

 

Fantasias em qualquer coração!

 

 

 

Minha estrela da paz:

 

O seu olhar doce!

 

 

 

Parabéns pra alguém!

 

Parabéns pra quem insiste em sorrir,

 

Mesmo estando na dor!

 

 

 

Brilha luz!

 

 

 

Estrela feliz!

 

Champanhe nessa mesa!

 

 

 

Todo mal tem seu preço!

 

Todo bem é bem-vindo!

 

 

 

Sua paz é bem-vinda!

 

Somos tão felizes!

 

Alguém disse que nós somos perfeitos!

 

 

Somos tão únicos!

 

 

Às nossas vontades:

 

Sempre tão fiéis!

 

 


 

 

 

 

44- VI

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

 

 

Vi...

 

 

 

A inveja chegar numa ventania de agosto

E se despedir aos risos,

 

Como se fosse uma bruxa selvagem!

 

 

 

O coração triste e brando,

 

Exaustivamente sofrer,

 

Por causa das mãos da maldade!

 

 

 

A ganância se disfarçar de caridade,

 

Pra atrair a amizade do tolo!

 

 

 

Vi...

 

 

 

O culpado esconder os erros da prostituta,

 

Se vingar no fraco e amaldiçoar o inocente!

 

 

 

A sentinela dizer que é de Deus,

 

Mas no mesmo instante,

 

Se alegrar com a crueldade!

 

 

 

O amargo fingir ser gentileza,

 

Com o intuito de ferir o coração necessitado!

 

 

 

Vi...

 

 

 

Os nomes das santas,

 

Desenhados nos muros das cadelas!

 

 

 

O nervosismo atormentar as mentes privilegiadas!

 

 

 

Carrascos unidos,

 

Cavando suas próprias covas!

 

 

 

Vi...

 

 

 

O fracasso das flores,

 

Em cada espinhada!

 

 

 

O alerta dos olhos que cultivam a paz!

 

 

 

O covarde abandonar o medo,

 

Se agarrar às suas armas e maltratar um exército de demônios!

 

 

 

Vi...

 

 

 

O amor diluindo o ódio!

 

Um herói chorando!

 

Um mistério sendo desvendado!

 

 

 


 

 

 

 

45- VAMOS ESCREVER

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

Vamos?

 

Vamos escrever...

 

 

 

Eu escrevo a canção que fala dos amores imortais!

 

Você dita as regras do amor verdadeiro!

 

 

 

Vamos escrever...

 

 

 

Qualquer frase banal,

 

Que possa trazer alegria!

 

 

 

Um verso qualquer,

 

De uma poetisa espetacular,

 

Ou um trecho de um poema,

 

De um aprendiz de poeta!

 

 

 

Nessa lua,

 

Só sua,

 

Corações deliram!

 

 

 

No meu sol,

 

Um caracol,

 

Ainda canta feliz!

 

 

 

Amores que partiram,

 

Nem deixaram saudade,

 

Porque foram simplesmente amores,

 

Que não souberam amar!

 

 

 

Quero mais de uma primavera!

 

Quero bem mais que uma quimera!

 

Porque sonho bom,

 

Faz bem pra alma!

 

Porque um coração sensato,

 

Tem um brilho muito especial!

 

 

 

Vamos escrever...

 

 

 

Um pouco de tudo!

 

O nada esquecido!

 

Antes tarde,

 

Do que nunca!

 

 

 

Nessa pétala de rosa,

 

Deixo a minha assinatura

 

E espero um novo verão,

 

Nesse meu coração!

 

 

 

Vamos...

 

 

 

Acreditar que a fórmula do amor,

 

Ainda está escondida,

 

Talvez numa galáxia distante,

 

Ou num planeta desconhecido!

 

 

 


 

 

 

 

46- A SERTANEJA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Good afternoon!

 

My beach is the hinterland!

 

 

 

Colo o meu sorriso na porteira de aroeira!

 

Rolo lá no pasto,

 

De onde eu nunca me afasto!

 

Colho um algodão,

 

Que tem cheiro de paixão!

 

O olhar da perdiz me diz:

 

“- Aqui você é feliz!”

 

 

 

Sou sereia na lagoa,

 

De onde o canto da seriema ecoa!

 

Vejo o brilho do jasmim,

 

Que sempre insiste em sorrir pra mim!

 

Gosto de ver a chuva caindo,

 

O sol sumindo e uma nuvem partindo!

 

 

 

Trago no meu coração,

 

Uma dose de solidão,

 

Um pouco de compaixão

 

E a mania de perfeição!

 

 

 

Acredito em qualquer lenda!

 

Deixo a minha oferenda,

 

Na capela amarela!

 

Sempre tão bela!

 

 

 

Gosto do meu alazão!

 

Esse meu amigão,

 

De crina e cauda palha dourada!

 

 

 

Gosto da visita do beija-flor,

 

Que me chama de amor!

 

Espanta qualquer dissabor!

 

Anuncia outra primavera e parte sorrindo,

 

Dizendo que eu sou a sua amizade sincera!

 

 

 

Um sol de inverno:

 

Meu amor eterno!

 

 

 

Num céu de outono:

 

João-de-barro no abandono!

 

 

 

Lua de verão:

 

Toda a loucura de uma paixão!

 

 

 

Uma viola!

 

Um violão!

 

 

 

Numa vitrola:

 

Uma canção!

 

 

 

I am hinterland!

 

I love the interior!

 

 

 


 

 

 

 

47- A FILHA DO POETA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

 

No meu sol tem que ter samba, suor, mulato e cerveja.

 

Já misturo o azul com o sabor da cereja.

 

Sinto o perfume do amor,

 

Que me chega de alguns olhos castanhos.

 

 

 

Um dia de festa!

 

No meu copo: O sabor de um beijo!

 

Na minha roupa: Um toque de sensualidade!

 

 

 

À sombra do meu pé de laranja lima,

 

Já espero o meu canarinho.

 

Porque o gosto da vida,

 

Vem daquilo que o meu coração tem de bom pra ofertar.

 

Porque amanhã,

 

A felicidade vai fazer esse meu coração,

 

Mostrar a sua essência poética.

 

 

 

Não me peça pra ir embora!

 

 

 

Quero que o perfume das rosas vermelhas,

 

Enlouqueça essa minha alma sonhadora!

 

 

 

Colo a sua sabedoria,

 

Ao lado da minha ingenuidade!

 

 

 

Um flashback essa noite

 

E eu esqueço de vez a lágrima que ontem,

 

Daqueles olhos azuis,

 

Eu vi cair!

 

 

 

Um segredo eu escondo,

 

Na beleza de uma orquídea!

 

 

 

Meu presente favorito:

 

A doçura de uma saudade!

 

 

 

Fecho os olhos e te entrego a minha mão,

 

Pra você escrever o refrão de uma canção,

 

Que faz parte do meu futuro!

 

 

 

Num coração maduro:

 

Amor genuíno, amor romântico ou amor verdadeiro!

 

 

 

Agora:

 

Um abraço!

 

Depois de algumas luas de solidão,

 

O calor do meu beijo,

 

Com toda certeza vai dizer,

 

Que essa minha alma poética,

 

Tem a força de uma paixão certa!

 

 

 


 

 

 

 

48 - O ESTRANHO

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Hi!

 

My profession:

 

Weirdnesses and nothing else!

 

 

 

O sol já está partindo e os meus olhos vão se fechar.

 

A sua sinceridade me fascina.

 

 

 

Se eu me concentrar na sua energia,

 

Certas coisas desse seu futuro,

 

Na minha mente vão estar presentes.

 

 

 

Meus momentos preferidos?

 

Uma madrugada,

 

Dois ou três goles de café e o carisma de uma solidão.

 

 

 

Se existirem ares de perseguição,

 

Cada assassino vai saborear a sua própria carniça.

 

 

 

Posso sentir os seus passos,

 

Mesmo eles estando presentes,

 

Só nos seus pensamentos.

 

 

 

Quando você quiser se aproveitar das minhas tolices,

 

Verás que eu não sou tão tolo assim!

 

 

 

Quando uma voz fere a minha alma,

 

Digo adeus ao dono desse semblante.

 

 

 

Seu passado?

 

Depois que eu avalio o seu jeito de andar e de falar,

 

Tudo o que pra mim,

 

Tu dizeres,

 

Não vai ter sabor de novidade.

 

 

 

Amo...

 

 

 

Quando sou esquecido!

 

Quando sou segurança!

 

Quando sonho com o meu futuro!

 

 

 

Minha festa?

 

 

 

Uma canção que me faz lembrar de alguém importante!

 

A alegria de um colibri, num dia sem sol!

 

Um poema bem feito!

 

A brandura de um coração!

 

 

 

Weirdnesses...

 

 

 

Me acompanham!

 

Podem te favorecer!

Vão embaraçar pensamentos!

 

 

 

Às vezes, adocicam!

 

Às vezes, amargam!

 

 

 


 

 

 

 

49- O Pianista

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Já passa da meia noite...

 

 

 

Não.

 

Por que, tão de repente,

 

Eu não quero adormecer?

 

 

 

Nessa madrugada,

 

Uma nova flor já está sorrindo,

 

No bosque dos apaixonados!

 

 

 

Que lua é essa?

 

 

 

Lua de tragédia?

 

De momentos importantes?

 

Lua que me inspira.

 

Lua que ilumina o meu doce piano!

 

 

 

Hoje?

 

 

 

Não tenho a intenção de acalmar.

 

Não quero conflito.

 

 

 

O vento vai levar a minha canção...

 

 

 

Se a garoa cair,

 

Vou ser a gota de orvalho,

 

Que pousa na folha da paineira!

 

 

 

Se a coruja piar,

 

Posso ser a sombra de suas asas,

 

Nessa escuridão!

 

 

 

A bebida que me aquece,

 

Me desafia a tocar, por mais uma vez,

 

A canção que chama o nome de alguém!

 

 

 

Se ninguém me ouvir,

 

Sete dessas minhas notas musicais,

 

Não vão chorar. Nem vão sorrir.

 

Vão ser apenas meditação,

 

Ou qualquer coisa que me tire daqui!

 

 

 

Aquela nuvem passageira,

 

Vai guardar o meu som e com certeza,

 

O coração de um anjo,

 

Muito mais aquecido,

 

Agora irá ficar!

 

 

 

Dó dó sol sol lá lá sol sol

 

Fá fá mi mi ré ré dó

 

 

 

Dó dó sol sol lá lá sol sol

 

Fá fá mi mi ré ré dó

 

 

 


 

 

 

 

50- NUM NESSES DOMINGOS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Num desses domingos...

 

 

 

Talvez seja importante viver uma alegria a mais...

 

 

 

De que adiantam aqueles sorrisos,

 

Se as feridas do coração insistem em não cicatrizarem?

 

 

 

Talvez haja um momento de reflexão...

 

 

 

Se for apenas tempo perdido,

 

Não vai valer a pena deixar o tempo passar.

 

 

 

Não ver a manhã?

 

 

 

Triste demais.

 

 

 

Vai existir aquele vento,

 

Que a todo instante,

 

Te chama pra vida!

 

 

 

Num desses domingos...

 

 

 

Uma visita importante?

 

 

 

Com certeza,

 

Alguém desinteressante!

 

A mesma história comum,

 

Que não preenche o vazio do coração!

 

Os mesmos dilemas!

 

 

 

Num desses domingos...

 

 

 

Foi aquele poema que alguém escreveu!

 

 

 

Logo cedo,

 

Uma garrafa de cerveja no portão

 

E talvez aquela mesma ladainha,

 

Que retrata os fatos da noite passada!

 

 

 

Já passa do meio dia

 

E o mendigo não arreda o pé da sua calçada!

 

 

 

Já passam das dezesseis horas

 

E o som da festa já está incomodando!

 

 

 

Num desses domingos...

 

 

 

Esqueci as dores e de repente,

 

Algo bom lá do passado,

 

Se apossou de mim!

 

 

 

Ah!

 

 

 

Voo de gaivota!

 

Uma rã espiã!

 

 

 

Qualquer coisa que fez a melancolia,

Se desprender dessa minha alma!

 

 


 

 

 

51- A MATEMÁTICA DA ANGÚSTIA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

 

 

Encontrada dentro de um copo descartável,

 

Numa folha de caderno,

 

Toda amassada,

 

A MATEMÁTICA DA ANGÚSTIA foi uma redação,

 

Que alguém escreveu em sala de aula!

 

 

 

Como a importância que o autor deu,

 

Ao texto acima mencionado,

 

Foi muito pouca,

 

Um pouco de terra,

 

Dentro do copo,

 

Completava a ideia de que aquela proeza,

 

Era proveniente de uma alma cheia de desafeto e solidão!

 

 

 

O trecho mais intrigante da narrativa,

 

Dizia, mais ou menos, isso:

 

 

 

“-Eu acreditei na felicidade! Escolhi um dia da semana,

 

Pra esquecer todas as lágrimas, mas o dia que eu escolhi,

 

Por incrível que pareça, é o dia em que eu sempre tenho que chorar.

 

Me enganei, quando resolvi apostar na alegria,

 

Que alguns corações me ofereciam.

 

Algumas pessoas acreditam que eu sou completamente dominado,

 

Por algumas tolices que me tiram do sério.

 

Sentado aqui nessa cadeira, eu vejo muitos olhos de brilho promíscuo.

 

Olhando pra certos semblantes, só vejo ganância, inveja e hipocrisia.

 

Vou buscando dentro de mim, a paz que eu deixei escapar pelos vãos dos dedos.

 

Vou tentando esquecer essas coisas, que agora, me deixam mais triste.

 

Aquela mesa, mais aquela cadeira e essa caneta, menos qualquer tipo de alegria,

 

Mais um bocado de tristeza, deram como resultado, dessa equação simplória,

 

Esse texto ridículo, que merece nota zero, porque foi feito por alguém,

 

Que na vida é totalmente desprivilegiado, de todas as coisas boas do mundo.

 

Bêbados tratam dos seus copos, da mesma maneira que lidam com os problemas da vida.

 

No jogo das flores, os tolos perdem a paz, porque se iludem com alguns ares de alegria.

 

Com esse copo, faço uma melodia,

 

Que entra em sintonia com a canção do pica-pau.

 

Quisera eu, que esse texto fosse inspiração pra letra de uma canção.

 

Quisera eu, que daqui a pouco, o universo me estendesse a mão”.

 

 

 

Pra não sofrer depois,

 

É bom ir prestando atenção aos pequenos detalhes da vida!

 

 

 

Alguns problemas de caráter são genéticos!

 

Algumas pessoas mudam, radicalmente, o modo de se comportarem,

 

Diante das situações do dia-a-dia!

 

 

 

Dias desprovidos de ternura,

 

Só chegam pras pessoas que não ofertaram o melhor si,

 

Em suas vidas!

 

 

 

A origem de todo problema,

 

É a falta de amor!

 


 

 

52- DEIXA ASSIM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Deixa...

Deixa assim...

 

Talvez agora só porque a cotovia piou,

Tudo seja motivo de felicidade!

 

Deixa assim...

Assim mesmo!

 

Longe do seu calor,

Do seu sorriso,

De tudo aquilo que foi de coração,

Ou das coisas que eu ainda não me esqueci!

 

Deixa!

 

Eu só sei que algumas lágrimas já se aproximam!

 

EVITE O MEU SOFRIMENTO DIANTE DE TI!

 

Ah!

Essas flores...

 

De repente resolvem,

De uma hora pra outra,

Tirar o véu que encobre os seus sentimentos!

 

Assim mesmo!

 

Eu não sei se eu era o sonho...

 

Felicidade,

Mesmo assim!

 

Porque acertei os meus passos!

Porque já nos conhecíamos!

 

E quando a poeira me avisar,

Que a semente da felicidade,

Em mim, morreu,

Vou abrir os braços pra ventania e gritar:

 

“- A SINCERIDADE SEMPRE ESTEVE COMIGO!”

 

Pia!

Pia outra vez, cotovia!

 

Só não venha me dizer,

Que esse é o seu último entardecer!

Volte amanhã!

 

Depois, que de repente, noutra tarde eu despertar!

Antes do sol adormecer!

 

 


 

 

 

53- E AGORA, ELA?

(Claudionor Araújo da Silva)

 

De perfil interessante!

Energia cativante!

 

Diz que o amor está no ar!

Você tem que acreditar!

 

Numa noite quente,

Ela é doce e envolvente!

 

Nessa dança lenta,

Às estrelas ela se atenta!

 

Pode até te conhecer,

Só de olhar para você!

 

Diz que é a inspiração,

De alguém que é compreensão!

 

E AGORA, ELA?

 

Mescla charme e justiça!

É o alvo da cobiça!

 

No verão,

É poema do coração!

 

Na areia dourada,

É sereia encantada!

 

E AGORA, ELA?

 

É o anjo que protege!

É a canção que rege!

 

Pra alguém ela é aquela,

Que tem cheiro de canela!

 

Pro poeta ela é a brisa,

Que atiça o coração,

Refresca a alma

E inspira uma ilusão!

 

E AGORA, ELA?

 

Faz você imaginar,

Se ela é real ou fantasia!

Se ela é o seu sonho e sua alegria!

 

O nome dela eu não sei,

Mas sei que ela tem,

Sobrenome de rei!

 

 


 

 

 

54- AINDA PODEMOS SER MAIS

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Sim!

Podemos ser mais!

 

Algo me diz, que as sombras da maldade,

Podem, muito facilmente, ser afastadas!

 

Um dia desses, o gnomo das florestas,

Deixou um sinal importante,

Lá perto do riacho...

 

“- Deixe fluir uma energia boa e tudo bem!”

 

Ainda podemos ser mais!

 

Mais inteligentes!

Menos arrogantes!

Mais compreensivos!

Mais tolerantes!

Menos impacientes!

 

Por amor,

Outra vez retorna o beija-flor,

Trazendo em seu bico,

Uma nova gota de orvalho,

Pra alimentar a orquídea ferida!

 

Qual é a sua angústia?

 

Aquilo que prejudica o próximo,

Não vai te fazer feliz!

 

Ainda podemos ser mais!

 

Pra saborear a verdadeira felicidade!

Pra ser merecedor de uma grande amizade!

Pra plantar a semente dos bons frutos!

 

O girassol morreu,

Porque lhe foi proibido,

O brilho da lua!

 

SER MAIS!

 

E então...

 

Tua própria canção,

Irá te emocionar!

 

Seu sorriso vai ser mais sincero!

 

The flowers that you planted last spring,

Still they will smile next summer!

 

 


 

 

 

55- OS GATOS SABEM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Os gatos sabem...

Ah!

E sabem, mesmo...

 

Dos seus desapegos!

Das suas loucuras!

 

Das suas sombras,

Nas suas noites de solidão

E nos seus momentos de ternura!

 

Sabem dos seus erros,

Nesses seus momentos mais íntimos!

 

Sabem...

 

Dos seus remorsos!

Dos seus medos,

Dos seus desafios e de todas as suas aflições!

 

Los gatos saben...

 

Sabem te vigiar!

 

Eu até posso ver um gato siamês,

Bem perto de uma cortina azul,

Observando os seus passos,

Quando nos teus olhos,

A ira é total!

 

Os gatos sabem...

 

Do seu amor de primavera!

Do seu sorriso,

Enquanto o seu abraço acariciava as rosas!

 

Los gatos son fascinantes,

Porque son sensibles e inteligentes!

 

Um gato solitário,

Que mia ao passar por um trieiro de jasmins,

Numa noite de lua cheia,

Pode estar apaixonado,

Com o coração, por demais da conta, aflito!

 

E eu?

 

Puedo sentir en la piel,

Toda la desesperación que se siente este gato!

 

Não!

Não tenha medo dos olhos azuis desse gato persa,

Porque eles vão te mostrar o caminho da coragem,

Sem os seus desatinos!

 

 


 

 

 

56- LÁ, DEPOIS DAQUELA CURVA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

O orvalho da noite passada,

Ainda caía das pétalas da acácia amarela e o vento do outono,

Congelava as mãos do velho que vinha ao meu encontro.

 

Guiados por um raio de sol,

Os meus olhos se encontraram com a curva.

 

Aquela terra batida...

 

Foi lá que o menino esperou,

Por aquela que agora, ele chama de amor.

 

Ah!

 

Guerreiros, depois daquela curva,

Lutaram nas noites de lua nova

E nos dias de sol ardente,

Contra os demônios que perseguem a paz do nosso viver.

 

Ainda está lá,

Depois daquela curva,

A casa de alguém,

Que alguns dizem que é ninguém,

Que algumas chamam de meu bem

E outros pedem um AMÉM.

 

Escrevo num papel azul,

Um segredo importante,

Que num outro amanhecer,

No voo de um colibri,

Com certeza vai viajar,

Pra enfeitar lá,

Depois daquela curva,

A doce azaleia rosada.

 

Quando chove,

Eu penso naquele bem-te-vi,

Que no mês passado,

Construiu o seu ninho no telhado da capela,

Que ainda está lá,

Depois daquela curva.

 

Lá, depois daquela curva,

Alguns amores foram esquecidos,

Algumas dores sumiram,

Mas as lágrimas ainda existem,

Porque quando o vento traz um perfume de flamboyant,

Alguém se lembra do tempo de infância e o coração chora.

 

Lá, depois daquela curva,

Tive medo de amar,

Meu coração quis cantar e o ódio no olhar,

Tive que suportar.

 

 


 

 

 

57- QUE PENA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Talvez a última pena que eu tive,

Foi de ver alguns olhos castanhos chorarem,

Por não serem compreendidos.

 

Talvez seja triste,

Ver essa pena solitária que vai,

Nessa tarde fria que cai,

Quando a brisa da última chuva do dia,

Me traz o perfume do jasmim.

 

Pena?

Sentir medo de si próprio.

 

Te vejo no silêncio de um quarto,

Refletindo sobre os acontecimentos do seu passado,

Olhando pro espelho e dizendo:

“- Que pena. Ontem eu estava tão feliz.”

 

Outra pena é saber que as minhas rosas vermelhas morreram,

Assim tão de repente,

Mesmo antes da chegada da primavera.

 

Ainda chora a gaivota.

Que pena.

Ao retornar pra casa,

Encontra o seu ninho vazio.

 

Que pena.

Não pude ver o sorriso sincero,

Porque as minhas manhãs foram traiçoeiras,

As minhas tardes, sombrias e as minhas noites,

Amargas.

 

Pena?

É quando chega o fim da festa!

É viver sem alegria!

É morrer sem saber viver!

É sofrer por pura obsessão!

 

Ouço o lamento do cão e me vem esse sentimento de pena.

Ouço a canção que fala dos amores infiéis e tenho pena de alguém.

Volto ao mar pra ver se ainda encontro o barco dos romances proibidos,

Mas tenho pena do colibri que morreu assassinado pelo sal das águas mórbidas.

 

Ah!

Chega de pena!

 

Amanhã eu te digo:

“- Aquelas dores do meu passado?

Já nem me lembro mais!”

 

Hoje eu sinto pena.

Amanhã, alegria, certamente eu vou ser!

Amanhã?

Eu preciso viver!

 

 


 

 

 

58- LEVA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Leva!

 

Faça de conta que é só um cravo que murchou numa bandeja abandonada.

Ignore as lágrimas, que dessas pétalas, poderão cair.

 

Leva!

 

Se ele sorrir excessivamente,

Verás o desatino açoitar o seu espaço a todo instante.

 

Acredite!

 

Tu levarás a força da inteligência!

O gosto pela madrugada fria!

A certeza de um carma!

Mania de solidão!

 

Sim!

 

Tu levarás uma alma de gladiador!

 

Leva!

 

Lá,

Perto de ti, ele deve ficar,

Mas num lugar onde se possa compor, todos os dias, algum poema de amor!

 

Vai!

 

Leva também essas fortes correntes,

Pra que você possa aprisioná-lo,

Quando o seu coração for ferido!

 

Ah!

 

Quando tu partires,

Nem sentirei saudades dessa aura que é puro desprezo!

 

Leva!

 

Ansiosamente, outro tolo, esperarei,

Pra dizer, da boca pra fora,

YO TE AMO”!

 

Eu tentei, falsamente,

Ser a paz desse sorriso,

Mas há algo nessa alma que repulsa a ilusão!

 

Leva!

 

Porque uma louca agonia,

Se apossou da minha alma,

Quando eu não encontrei nesse olhar,

O brilho da doce ingenuidade!

 


 

 

59- ELA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Alguém disse que ELA não vive sem romance proibido.

Alguém sabe dos segredos que fazem parte do passado DELA.

Alguém disse que é fácil demais,

Certo alguém de repente,

Por ELA se apaixonar.

 

Se não faltam cerejas pra enfeitar esse bolo,

Toda frase pode ter sabor de outra vez ELE e ELA.

Essa brisa me traz cheiro de quero mais.

 

Cuidado com o doce que essas flores ofertam!

Às vezes te cala!

Outras vezes é pura fadiga!

Quase sempre tem aroma de FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO!

 

Ah! Esses sinais...

 

Estão claros nas portas!

Nem se importam com as dores!

São apenas sintomas de mesmices ou vingança!

 

Hoje!

 

Porque o universo já conspirou a favor!

Porque existe no sol o vermelho da paixão!

Porque no semblante está escrito:

DEIXA OS TOLOS SE PREOCUPAREM!

Porque é melhor dizer,

Que essas impurezas,

ENTRE NÓS não existem!

 

Voltei às pradarias pra ver se te encontrava,

Mas de repente a tempestade trouxe a dor,

Quem em tempos outrora,

Me aterrorizou!

 

Expulso ELA dos meus sonhos.

Se propositadamente fui ferido,

É porque o destino quis assim!

Foi preciso sentir esse amargo,

Pra alma se libertar de alguns males!

 

Novas tardes virão!

Outro bem-te-vi vai se alegrar!

Se a garoa tiver sabor de dor,

É melhor que eu seja solidão!

 

SÓ LEMBRANÇAS AMARGAS?

Talvez!

 

As madrugadas vão me curar!

Outros sabores virão!

A alegria de um olhar,

Com certeza ELA vai ser!

 


 

 

60- CAMINHO ASSIM

(Claudionor Araújo da Silva)

 

 

Caminho assim...

 

Talvez pra esquecer esses sonhos que são tão sinceros!

Talvez pra esquecer você!

 

Caminho assim...

 

São coisas que precisam, urgentemente, de emendas!

São fatos do passado,

Tão presentes agora!

 

Caminho assim...

 

Porque te vi na praça da promiscuidade!

Porque existe um lobo em ti!

 

Caminho assim...

 

Porque eu preciso mudar de rumo!

Porque nas penumbras da minha alma,

O seu nome está escrito!

 

Caminho assim...

 

Buscando a lágrima sincera!

Murmurando a canção que me acalma!

 

Caminho assim...

 

Fugindo das suas esquinas!

Dizendo adeus às suas loucuras!

 

Caminho assim...

 

Assim tão só!

Tão eu!

Tão triste!

 

Vou...

 

Ao encontro de alguém que encontrou a paz,

Pra me certificar que a sorte me acompanha!

 

Porque um “querer” me perturba!

Porque o relógio me castiga!

 

Caminho assim...

 

Fazendo de conta que o vento está calmo,

O sol se escondeu e a tarde já acabou!

 

Caminho assim...

 

Pra longe de ti!

 


 

 

61- NO OUTRO DIA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

Num dia desses...

Naquele dia...

 

No outro dia...

 

O vermelho desbotado dos colhereiros,

Se contrapunha ao colorido da energia que ficou no ar!

 

Na testa:

A palavra inocência!

Na voz:

Quero tudo outra vez!

Na alma:

Não vou te esquecer!

 

No outro dia...

 

Certos pardais beliscavam

Aquelas amargas cascas de laranja!

Certas canções ainda estavam presentes nos corações!

Os olhos não negavam ternura,

Porque por alguns instantes,

As dores foram esquecidas!

 

Senti falta da poesia!

 

O poeta mexe com a imaginação,

Mas o seu despertar se deu,

Muito tempo depois da queda do último talher!

 

Ah!

No outro dia...

 

Eu já sabia dos arrepios e das risadas!

Preferi fugir dos jogos de azar!

Um anjo me mostrou outro caminho!

 

Talvez a próxima primavera seja mais iluminada!

Talvez na sua noite de loucuras,

Eu seja o seu escravo sem pudor!

Talvez eu diga: “- Hoy soy el sabor del amor”!

 

Num dia desses...

Naquele dia...

 

No outro dia...

 

Encontrei as marcas dos suores,

Naquelas velhas colchas bordadas!

 

E agora?

Nem me pergunte dos travesseiros.

Eles são as testemunhas mais confidentes,

Desses segredos que não posso contar!

 


 

 

62- A LOUCA

(Claudionor Araújo da Silva)

 

De repente, bem ali estava a louca.

Tinha nas mãos uma frase de amor.

Em seus olhos notei toda a força da sinceridade.

 

De repente, bem ali estava a louca.

Dizia amar as tulipas.

À tardinha,

A louca se vestia de esperança e fé!

 

Um aventureiro me disse:

 

“- Está vendo aquela ponte?

Lá, a louca prometeu pra si mesma,

Que jamais irá chorar por amor”.

 

De repente, bem ali estava a louca.

 

Olhou pra mim e disfarçou o sorriso.

Tentou encobrir as cicatrizes do rosto,

Com as sombras de uma tarde fria.

Mudou de nome,

Porque o seu passado é obscuro.

 

De repente, bem ali estava a louca.

 

Louca pra amar!

Louca pra dizer,

Que alguém diferente,

Certamente ela encontrou!

 

De repente, bem ali estava a louca.

 

Se encheu de atitude!

Me levou noite adentro.

Esqueceu de parar.

Começou a me odiar.

 

Ali estava a louca,

Que me deixou escravo das suas manias.

Disse muitas verdades,

Mas quando eu abri o livro da sua vida,

Se encheu de ira e maldades.

 

Ah!

As loucas...

 

Às vezes refrescam a alma.

Às vezes simbolizam ternura.

Algumas vezes são odiadas.

Tantas vezes já foram amadas.

 

Por muitos, desejadas!

 


 

63- E CHEGA OUTRA PRIMAVERA...

(Claudionor Araújo da Silva)

 

E chega outra primavera...

 

E com ela, vi também chegar,

A frase que alguém fez questão de mostrar,

Numa manhã escura e triste.

 

E chega outra primavera...

 

E no ritmo de uma nova canção,

Vejo o meu colibri bailando,

Perto da flor que chegou com essa doce estação.

 

E chega outra primavera...

 

Trazendo na pele: SEU NOME, PRA SEMPRE!

Dizendo adeus aos falsos amores!

Querendo que eu compre,

Depois de tantos rumores,

As ilusões desses sofredores!

 

E chega outra primavera...

 

E na tarde chuvosa,

Outra brisa manhosa,

Me trouxe o seu DOCE PERFUME!

 

E chega outra primavera...

 

E lá fora eu encontro os mesmos dilemas.

E nas noites de solidão,

Eu escrevo outros poemas.

 

E chega outra primavera...

 

E depois de amanhã,

O seu olhar vai me dizer:

“– EU ENTENDO O SEU SOFRER”!

 

Quando olhei em seus olhos,

Pude ter a certeza,

Que mais cedo,

Ou mais tarde,

Eu iria entender os seus anseios,

Porque às vezes os girassóis não querem olhar pro sol!

Porque nem toda estrela é o que parece ser,

Quando nesses mares de primavera,

Encontram-se perdidos em algumas praias,

Outros marinheiros!

 

E chega outra primavera...

 

Dentro de mim: OUTRA PRIMAVERA!

Num novo verão: UMA DOCE QUIMERA!